DE OLHO EM TODAS AS POLÊMICAS

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Sábado, 30 de Maio de 2009

Muito ajuda quem não atrapalha

"Em 1994, duas mães de alunos da Escola Base, escola localizada no bairro da Aclimação, em São Paulo, se queixaram na delegacia que seus filhos de quatro e cinco anos estavam sendo molestados sexualmente na escola, e levados numa Kombi para orgias em um motel, onde seriam fotografados e filmados. O delegado, junto à imprensa, antecipou uma condenação dos donos da Escola Base, que só no final do inquérito, dez anos depois, foram declarados inocentes. O caso foi arquivado por falta de provas".
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Vocês sabem o que acontecia com os acusados durante toda essa situação?
Eu achei um texto aqui na internet muito interessante sobre esse caso da Escola Base, vejam um trechinho dele:
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"Os donos destas escolas sofreram linchamento moral, tiveram que fechar as escolas, os funcionários perderam os empregos, sofreram grave estresse, também receberam inúmeras ameaças por telefonemas anônimos, e isolaram-se da comunidade. A mídia que espetacularizou a falsa denúncia e, sem nenhuma prova, lançou manchetes reproduzidas como se fosse uma onda espalhada pelo país, terminou estigmatizando os acusados de monstros da escola, escola de horrores, que a Kombi era motel na escolinha do sexo, etc. Um comentarista do extinto programa televisivo Aqui Agora, do SBT, chegou a pedir a pena de morte aos acusados. Autoposicionada do lado do bem e justiça, a imprensa fechou os olhos para o linchamento dos acusados."
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Bom. Pelo que eu sei a polícia tinha provas muito frágeis e não eram suficientes, houve também uma ausência de perícias para comprovar alguma coisa e imprudência. Mas isso é outro assunto, hoje eu quero falar apenas sobre os erros da imprensa nesses casos.
Ainda nesse texto, tem uma parte que diz que a mídia, a imprensa, induz as pessoas a construírem opiniões levianas, sendo que o papel delas é levar as pessoas à uma reflexão e análise serena diante do grave momento.
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Pois é.
O papel da imprensa é importante na sociedade, ela ajuda, da maneira dela, que é informando, mas ajuda. Mas, falar sobre uma pessoa, sobre a vida particular dela, fazer acusações gravíssimas sem nenhuma prova, jogar uma nação inteira contra meia-duzia de pessoas, expor as pessoas ao ridículo, se isso é ajudar, esse tipo de ajuda eu dispenso, muito obrigada.
Eu acho que os jornais não devem se entrometer em casos que não estão concluídos, e muito menos tentar desvendar o caso, tentar resolver os crimes no lugar da polícia.
Custa esperar as coisas se resolverem para depois lançar as manchetes?
Custa esperar o aparecimento de provas?
Acho que para eles custa sim, custa pontos de ibope perdidos.
E a imprudência da imprensa custa o linchamento moral das pessoas que estão sendo alvos dela.
Eu acho que os jornais não devem se entrometer em casos que não estão concluídos, e muito menos tentar desvendar o caso, tentar resolver os crimes no lugar da polícia. É mais ou menos o que aconteceu no vídeo à seguir:

Em primeiro lugar, me irritou ver esse bandido se fazendo de vítima e coitadinho.
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Bom.
A apresentadora e jornalista Sônia Abrão conversou ao vivo com o sequestrador que mantinha uma jovem no cativeiro. E não foi só ela. A produção do programa Hoje em Dia da TV Record, e a Rede Globo, também conversaram com o sequestrador enquanto ele estava dentro do cativeiro com a vítima.
E eu gosto muito da Sônia Abrão, acho ela inteligente, simpática e uma boa pessoa. Mas fazer o que só o negociador deveria fazer, foi decepcionante. Mostrou que a intenção dela era só aumentar a audiência mesmo. Não só ela, mas também as outras emissoras que conseguiram conversar com o bandido, chegaram ao cúmulo da falta de amor pela vida dos outros. Em um caso como esse, não dá para a imprensa se entrometer e fazer disso um reality show, filmando o local 24 horas por dia (pois o dia inteiro a televisão não falava em outra coisa né!).
E se eles fizeram isso alegando que o povo tem pressa de informação, é a maior mentira que eu já ouvi na minha vida, pois se o povo cobrasse toda essa rapidez de informação como eles dizem, eles não seriam criticados pelo próprio povo nesse caso do sequestro. O povo quer a verdade e serenidade.
Longe de mim culpar a Sônia e os outros jornalistas pelo desfecho trágico do caso. Mas quem não é especialista, corre o risco de falar alguma besteira e piorar a situação. Ás vezes a polícia já está seguindo com uma linha de negociação, aí aparece um leigo sem saber de nada e muda tudo. Ás vezes a polícia estava falando sobre alface, vai lá um desorientado e fala sobre tomate, e no final, sai uma abobrinha.
E a Sônia Abrão se defendeu dizendo que ela tem experiência em entrevistar as pessoas, tem bagagem, pois ela trabalha com jornalismo há muitos anos.
Só que ela não percebeu que falar com o bandido naquelas circunstâncias não seria uma entrevista qualquer, seria uma negociação. Entrevista é uma coisa, negociação é outra, e ela não é negociadora, portanto não era o momento de entrevistar ninguém, era momento de negociar, coisa que ela e as outras emissoras não deveriam ter se entrometido.
Mas no caso da Escola Base em que os acusados foram humilhados por uma população inteira, eu culpo a imprensa sim por ter lançado matérias falsas, por fazerem comentários maldosos à respeito dos acusados, sem provas.
Isso se chama imprudência.
Se querem ajudar, só o fato de não atrapalharem já é uma grande ajuda, pois como diz o título desta postagem: Muito ajuda, quem não atrapalha!
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Pessoal, eu já ouvi um monte de gente falando sobre esse "toque de recolher para menores de 18 anos", está todo mundo falando nisso, rs. Então eu também vou dar a minha palavra sobre o assunto.
Proximo Post: Toque de Recolher
Beijinho

Domingo, 10 de Maio de 2009

Tudo é Marketing

Antes de mais nada, quero desejar um Feliz Dia das Mães para a dona Yara, minha mãe.
Ela é minha mãe e minha melhor amiga.
É a pessoa mais motivada que eu já vi.
Para ela não tem tempo ruim.
E não é só comigo não, ela está pronta à ajudar qualquer pessoa.
Minha mãe tem um coração enorme.
Agora à pouco eu estava lendo um blog amigo e o blogueiro dizia que a mãe dele é a melhor mãe do mundo.
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Coitadinho! Mal sabe ele que a minha mãe é que é a melhor mãe do mundo. Rsrsrsrs.
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E Feliz Dia das Mães para todas as Mamães!
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Memes e selinhos atrasados, postarei todos no próximo post, viu meninas.
E desde já agradeço à todos os presentinhos, vocês são uns amores!
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Tudo é Marketing
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Marketing, publicidade, merchandising, propaganda, enfim. Não sei qual é a expressão mais adeqüada à utilizar para expressar melhor o meu pensamento. E para falar a verdade eu não faço a mínima ideia sobre qual seja a diferença entre uma coisa e outra. Rsrsrs.
Mas durante todo o post eu usarei a palavra marketing. Tudo bem?
O importante é que a gente se entenda, rsrsrs.
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"Nóis fala errado mas nóis se entendi". rsrsrsrs
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Né? rsrsrsrsrs.
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Todos os anos a televisão transmite o show de premiação do Oscar.
Há uns anos atrás eu vi um jornalista dizendo na TV, que todo aquele show , nada mais era do que um marketing dos filmes americanos.
Se a gente parar para pensar, isso que ele disse até que faz sentido porque durante toda a premiação são mostrados musicais, piadas, imitações, sátiras, somente dos filmes americanos.
Bom! Isso é apenas a opinião do jornalista e eu concordo com ele, mas não estou dizendo que essa opinião seja a correta.
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E sabe aquele programa chamado Vídeo Show? Para mim, aquele programa não passa de um marketing das novelas e programas da Rede Globo. Nesse programa, é até mostrado reportagens de programas e novelas da Globo que não estão mais no ar. Mas na minha opinião, isso é só para disfarçar, pois a real intenção deles é fazer um marketing das novelas atuais, e incentivar as pessoas à assistirem.
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Agora o que me deixa decepcionada é assistir um jornal, ver uma matéria séria, importante e no meio da matéria ouvir o narrador dizer que determinada novela está mostrando um caso semelhante ao caso da reportagem. Isso me leva à crer que todo aquele trabalho jornalístico foi feito com a única intenção de fazer um marketing da novela da emissora.
Isso me deixa decepcionada com os jornais e jornalistas.
Eu acho que eles deveriam fazer propagandas nos intervalos dos programas, e não no meio do jornal fazer uma propaganda disfarçada de reportagem.
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E sobre esses programas que fazem doações para os mais necessitados?
Seria tudo marketing?
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E quando um cantor grava o DVD de seu show e vários outros artistas participam dessa gravação. Seria amizade ou marketing?
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Uma vez eu trabalhei com vendas de TV à cabo. E quem me deu o treinamento sobre o produto foram os próprios profissionais da empresa de TV à cabo.
E eles disseram que na televisão tudo é marketing.
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Olha!
Sobre os programas que fazem doações de casas, móveis, dinheiro, eu acredito que isso seja um marketing para melhorar a imagem da emissora ou do apresentador, mas eu também acredito que ninguém é feito de pedra, todos são seres humanos, todos têm sentimentos. Então eu acho que os artistas se emocionam de verdade, choram de verdade e se alegram de verdade ao ajudar as pessoas. Embora eu também acredite que, como diz meu pai, os organizadores do programa usam a emoção das pessoas para conseguir audiência.
(Falando em usar a emoção das pessoas, eu detesto quando eles ficam passando o depoimento de familiares e amigos de determinado artista, fazendo homenagem à ele, não gosto de assistir isso, e na minha opinião, nesses programas sim, tem alguns artistas que forçam o choro, forçam a emoção).
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Aqui no Brasil existem duas campanhas beneficentes bastante conhecidas, que são o Teleton e o Criança Esperança.
Talvez os artistas que participam do show de apresentação dessas campanhas, estejam ali realmente só para se aparecer mesmo (eu disse "talvez", não quero julgar ninguém).
Mas os "donos" das campanhas, no caso do Teleton que é o Silvio Santos e no caso do Criança Esperança que é o Renato Aragão (o Didi), eu acho que eles fazem esse bonito trabalho de coração mesmo, não acho que seja só marketing.
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Agora eu quero falar sobre os eventos beneficentes que muitos famosos participam, fazem desfiles, usam camisetas da campanha, etc.
Eu gostaria de saber se eles cobram cachê para participar dessas campanhas.
Já que é um evento beneficente, eu acho que todo esse evento, as camisetas, o local da festa, etc; deve ter sido bancado com dinheiro de doações.
Afinal, o evento é exatamente para isso, para conseguir doações.
Se o artista cobra cachê para participar disso, aí eu acho que o único interesse dele é se promover mesmo. Mas se ele vai de coração sem querer nada em troca, apenas com a intenção de usar sua boa imagem para conseguir doações e ajudar as pessoas, aí eu acho que não deve ser marketing não, rsrs.
Não sei, rsrs.
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Mas em relação à cantores que gravam DVD juntos, eu acho que não é amizade não viu! Isso está mais para marketing mesmo, rs.
O que tem haver Cláudia Leite com Bruno & Marrone? E ela teve uma participação em um dos DVDs deles.
Quem não gosta de Bruno & Marrone, mas é fã da Cláudia Leite, é bem capaz de comprar o DVD deles, só para ver a Cláudia Leite e tantos outros artistas que participaram dessa gravação também.
Por isso que nesses casos, eu acho que é puro marketing, e não amizade, rs.
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Voltando um pouco ao assunto dos jornais que fazem propagandas de novelas disfarças de reportagens; eu disse que eu fico decepcionada em saber que a intenção deles era só fazer marketing e não alertar, informar, ajudar a população.
Mas hoje em dia eu me pergunto se jornais e novelas ajudam em alguma coisa.
Suas influências são positivas ou negativas?
Notícias violentas, hoje existem até novelas violentas.
Ás vezes eu acho que essas informações que recebemos mais atrapalham do que ajudam.
E é mais ou menos sobre isso que falarei no próximo post.
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Próximo Post: Muito ajuda quem não atrapalha!
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Sábado, 25 de Abril de 2009

Reality Show

Bom, para quem nunca ouviu falar, eu explico.
Trata-se de um reality show.
O apresentador do reality é o empresário Roberto Justus.
Ele é o único patrão que te demite sem sequer ter te contratado.
No programa, os participantes disputam uma vaga de emprego em uma das empresas do Justus e ainda levam um prêmio de 1 milhão de reais.
Toda semana esses participantes realizam tarefas. Quem se sair mal, vai para a sala de reuniões conversar com o Roberto Justus que demitirá uma dessas pessoas, ou seja, a pessoa será eliminada do programa.
Até que eu gosto desse programa, que por sinal, é o único programa da Record que eu assisto, rs.
Mas o programa tem ótimos índices de audiência.
Eu só não me simpatizo muito é com o apresentador, acho ele um tanto antipático. (Se alguém aqui for fã do Justus, pode me xingar depois, rsrsrs).
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Eu comecei a assistir "O Aprendiz" quando eu trabalhava no call-center.
O meu supervisor disse para a gente assistir o programa porque era muito bom, nós aprenderíamos muitas coisas e o programa nos ajudaria em muitas ocasiões e problemas referentes ao trabalho.
E eu nem imaginava que tempos depois, vários chefes, Brasil à fora, iriam incorporar o próprio Robertos Justus neles, rs.
Eu acho que "O Aprendiz" antes de ser uma seleção de emprego, é um programa de televisão, onde só é visada a audiência, portanto, nem tudo nesse programa é tão correto assim (na minha opinião).
Como por exemplo, todos sabemos que um chefe não pode dizer que o trabalho de seu funcionário é péssimo, pois isso é uma falta de respeito com o trabalho dos outros, que pode não ter agradado ao chefe, mas é o trabalho que ele fez e merece ser respeitado. E no entanto, o Justus já disse várias vezes aos participantes que o desempenho deles em determinada tarefa foi péssimo, foi isso, foi aquilo. Isso na vida real, pode até desmotivar o funcionário.
Outra coisa é que o Justus fica corrigindo gramáticamente as pessoas publicamente, na vida real isso seria um constrangimento para qualquer um.
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E eu acho um absurdo o Roberto Justus exigir que ninguém o interrompa enquanto ele estiver falando, sendo que ele mesmo interrompe todo mundo. Eu acho que ele deveria dar o exemplo. E "K" entre nós, dá uma raiva quando o Justus fala: Não interrompa o meu raciocínio! rsrsrs.
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Á seguir, um vídeo com um episódio do programa, exatamente na parte em que os participantes que se deram mal nas tarefas estão na sala de reuniões dando explicações ao Justus, tentando convencê-lo à não os demitirem.

Primeiro o Justus ficou criando caso com a moça só porque ela disse que não se achava melhor do que ninguém. Mas no final, demitiu o rapaz só porque o rapaz não escreveu o nome "Justus" corretamente. O rapaz escreveu Justos, com a letra 'o' e o correto é com a letra 'u'.

Mas aonde foram arranjar esse nome? Nem eu sabia escrever, rsrs.

Depois que eu assisti o vídeo eu tive que corrigir o meu post inteirinho porque eu estava escrevendo Justos, em vez de Justus, rsrsrs.

Agora, perguntem se eu sei escrever o nome do meu chefe!

Sei nada.

A lição que eu tirei é que se você quer se manter no mercado de trabalho, aprenda a escrever o nome do teu chefe, do contrário você será demitido. É brincadeira gente, rs!

Embora o Justus tenha realmente se incomodado com a moça quando ela disse que não se achava melhor que o rapaz e tenha reclamado com o rapaz pelo fato de ele ter escrevido "Justus" incorretamente, ele permaneceu com a moça no programa e demitiu o rapaz por outros motivos, muito mais sérios, que ele mesmo expôs nessa reunião. Está tudo no vídeo.

O Justus falou para o rapaz que "uma infelicidade dessas ele nunca tinha tido antes". Igualzinha a minha ex-chefe que eu contei no post anterior que disse que "nunca tinha tido uma decepção tão grande quanto ela estava tendo naquele momento".

Ela é mais uma que foi contaminada pela Síndrome de Roberto Justus ou Justus Mania. Decepção teve eu, com aquela empresa bagunçada.

E hoje em dia, um monte de gente fica imitando o Roberto Justus. Sabe aquela frase que diz que a vida imita a arte. Realmente essa frase faz sentido.

Nas reuniões com o chefe, eles estão cada vez mais indelicados, ficam dando "showzinhos" em vez de reunião.

Vocês já perceberam que a tendência desses reality show, é mostrar o que normalmente é feito em particular?

A avaliação que um selecionador faz sobre o candidato, ele guarda para ele, não fica dizendo que avaliou que esse candidato é um incompetente, é preguiçoso, é fofoqueiro. O selecionador simplesmente dispensa o candidato, dizendo que entrará em cantato quando tomar sua decisão.

E no reality, eles mostram tudo o que acontece mesmo, o que os chefes falam sobre os funcionários, etc.

Então, não tem porque a vida real ficar imitando tudo o que vê na televisão.

Eu acho que os líderes devem estudar mais, se especializar mais, ler mais, em vez de ficarem assistindo televisão.

Em "O Aprendiz" os participantes concorrem há um super emprego e a 1 milhão de reias. Portanto, vale a pena passar por tudo isso. Mas na vida real, ninguém está concorrendo a 1 milhão de reias, passar por todo esse estresse e ser avaliado dessa maneira, para um emprego "comum" vamos dizer assim; me desculpe querido chefe, mas eu não estou passando fome. Ainda não, rsrs.

Se ninguém é perfeito, a liderança de ninguém é perfeita, nem a liderança e a avaliação do Justus é perfeita, pois ele é um ser humano como qualquer outro.

E mesmo que ele diga que o programa dele não é um jogo, ainda assim eu acho que as pessoas não devem seguir tudo o que assistem na TV.

E o próprio Roberto Justus diz em entrevistas que nas empresas dele, ele não age da mesma maneira que ele age no programa.

Não sei se é verdade, mas dizem que no "O Aprendiz" dos Estados Unidos, eles falam até palavrões. Viu como não se pode pôr em prática tudo o que se vê na televisão! Existem milhares de maneiras de se avaliar um candidato. As pessoas precisam diferenciar "programas de televisão" e "vida real".

Mas continuo gostando de "O Aprendiz" vejo esse programa como um jogo, como um programa de entretenimento e no meu outro blog, o Menina Empreendedora, eu postarei um episódio em que o Justus fala sobre ética e fala sobre o Brasil. Eu amei!

Eu já vi profissionais de televisão falarem que na TV tudo é marketing, absolutamente tudo. E é mais ou menos sobre isso que eu falarei no meu próximo post. Não é EXATAMENTE sobre isso, é mais ou menos sobre isso, rs.

Próximo post: Tudo é Marketing.

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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Fraude em vendas

Como eu disse no post anterior, hoje eu contarei o motivo que me fez ficar várias semanas longe do blog.
Não foi por nada em especial, o que aconteceu foi que eu resolvi trabalhar fora novamente e já consegui trabalho. Meu trabalho é das 08:00 às 18:00 hs, eu acordo muito cedo para chegar no serviço no horário certo e quando eu volto para casa, já estou caindo de sono, então, em vez de postar eu dormo, rsrs.
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Agora vamos ao post !!!
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Uma vez eu consegui um emprego numa escola de informática e idiomas.
Minha função nesse emprego seria a seguinte:
Vários vendedores, os chamados vendedores "street", ficavam na porta da escola abordando as pessoas que por ali passavam e tentavam convencê-las a entrar dentro da escola, só para conhecerem as instalações do local, rs.
Quando alguma pessoa aceitava entrar, minha função era falar sobre os cursos e convencê-la a se matricular em algum, eu tinha que vender o curso à ela.
Eu não cheguei a trabalhar nessa escola porque eu fiz 2 dias de treinamento e já saí correndo de lá, rsrs.
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No primeiro dia de treinamento me ensinaram a tecnica que eu teria que usar para vender os cursos.
Primeiramente me disseram que era uma venda de impacto, eu não podia deixar o cliente pensar muito, senão eu corria o risco de ele desistir.
Eu já achei isso errado, pois estudos, educação, não devem ser encarados como um simples produto, é algo muito mais sério e importante do que isso.
Lá havia várias folhas sulfites, com alguns dizeres impressos nelas. Eu acho que continha o nome da escola, o endereço, o slogan da escola e talvez os nomes dos responsáveis também estavam ali impressos, é que eu não me lembro direito.
Mas a verdade é que aquelas folhas não tinham valor nenhum, para ser bem sincera, aquilo não passava de lixo, rascunho.
E eu não fazia ideia de que aquelas folhas eram a principal ferramenta de fraude de uma certa vendedora.
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A tecnica de venda era assim:
Enquanto eu explicava sobre os cursos para o cliente, ao mesmo tempo eu teria que ir anotando toda essa minha explicação, no final da conversa, aquela folha seria como um folheto explicativo, com várias informações sobre vários cursos que a escola oferecia.
E depois eu teria que entregar a folha ao cliente para ele fazer o que quisesse dela, rsrs.
E sabe para que servia tudo isso?
Só para dar um pouquinho mais de credibilidade às minha palavras, o cliente acharia que aquele papel era algo importante, ou um documento, sei lá, rs.
Só que o papel não era nada, era rascunho, lixo.
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No segundo dia de treinamento eu tive que ficar o tempo inteiro ao lado das vendedoras, vendo elas trabalharem para eu aprender.
Nem todas as vendedoras eram corruptas, mas teve uma, que me deixou abismada com sua desonestidade, má fé e falta de ética.
Uma street conseguiu trazer da rua um rapaz de 18 anos de idade. Essa vendedora, então, começou sua explicação sobre os cursos. Só que em vez de anotar na folha sulfite suas próprias palavras, ela anotava o que o rapaz dizia.
E ela fez várias perguntas à ele, do tipo:
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- Você gostaria de uma oportunidade para vencer na vida?
- Você faria o curso se coubesse em seu orçamento?
- Você gostaria de um desconto?
- Você tem sonhos? Quais? Quer realizar esses sonhos?
- Se recebesse a oportunidade de vencer na vida, você agarraria essa oportunidade?
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Tudo o que ele respondia ela anotava.
No final, ela leu tudo o que continha na folha e perguntou à ele se ele confirmava o que ela acabara de ler.
Ele confirmou, lógico. Afinal, ela leu o que ele mesmo falou.
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E ela disse:
- Já que você confirma, então assina essa folha.
O rapaz assinou.
E aí ela foi direto ao ponto e perguntou à ele qual seria a forma de pagamento do curso, quais os dias da semana ele poderia estudar, em qual período, entre outras perguntas. E então ele se espantou e disse que não faria a matrícula, que iria pensar primeiro.
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E ela lhe disse:
- Mas a matrícula você já fez, esse papel que você assinou é tua matrícula. Você disse que aceitaria desconto e eu vou te dar um desconto. Você disse que se recebesse a oportunidade de vencer na vida agarraria ela e eu estou te dando a oportunidade de fazer um curso extremamente importante para tua carreira.
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E começou a jogar na cara dele tudo o que ele havia dito, e assinado.
Talvez por medo de pagar multa, pois a gente sabe que cancelamento de matrícula, dependendo do que for, é meio burocrático e cobra multa, o rapaz ficou quieto.
E eu fiquei sem entender nada.
Eu fui tão boba que ainda pensei:
- Nossa! No treinamento não me falaram que essa folha era a matrícula do cliente.
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Fiquei o dia todo observando o trabalho das vendedoras e no final do dia essa vendedora corrúpta me chamou de canto e me pediu que não contasse à ninguém o que eu havia visto.
E ainda disse que só faz aquilo quando percebe que o cliente é meio "lerdo".
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Uma outra menina que também estava fazendo treinamento me contou que uma vendedora lhe disse:
- O que você ver aqui, espero que não saia daqui, ninguém pode ficar sabendo.
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Ai gente, isso tudo parece até mentira, mas aconteceu de verdade.
Aconteceu, e aconteceu na minha frente.
No dia seguinte eu voltei na escola para comunicar a minha chefe que não trabalharia mais lá. Eu fui tonta de ter ido dar uma satisfação à ela, pois ela me falou uns monte, me chamou de criança, disse que se decepcionou comigo e nunca teve uma decepção no trabalho tão grande quanto ela estava tendo naquele momento e disse que as outras vendedoras eram vencedoras.
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Eu não contei para ela o real motivo da minha saída.
Eu saí por causa da corrupção que eu vi lá dentro, eu achei aquela escola uma verdadeira bagunça, muito alunos se matricularam ali porque foram enganados, não era uma escola séria.
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Eu fiquei pensando:
- As meninas fraudando as vendas debaixo do nariz da chefe e ela não vê nada. Ou finge que não vê.
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Quando eu trabalhava em um call-center, muitos, inúmeros operadores derrubavam a ligação na cara do cliente, e isso era proibido, gerava demissão.
E todos os supervisores sabiam quais de seus operadores faziam isso, aliás, todo mundo sabia. Só que se um operador fosse pêgo derrubando uma ligação, seu supervisor também era prejudicado. Devido à isso os supervisores fingiam que não sabiam de nada.
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É por isso que eu disse:
- Ou minha chefe da escola de informática era ingênua e não via a fraude de suas vendedoras, ou fingia que não via para livrar sua própria pele.
E outra que a maioria dos chefes, antes de se tornarem nossos chefes, tinham o mesmo cargo que nós, ou seja, eles conhecem muito bem todas as "picaretagens" da profissão.
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Se ela era ingênua, então ela também não era uma boa líder, porque um líder não pode ser ingênuo nem bobo.
Portanto, quem era ela para me dar lição de moral?
Ela deveria ter guardado tudo o que me disse para as vendedoras dela, pois essas precisavam ouvir muito mais do que eu.
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Até hoje eu vivo este dilema: Será que eu deveria ter contado?
Ás vezes eu acho que tomei a decisão certa, às vezes eu me culpo, enfim, é complicado para mim.
E isso acontece no trabalho de todo mundo, constantemente. Vira-e-mexe as pessoas se pegam em situações parecidas, de ver um colega fazendo coisa errada e não sabe se conta ou não conta para seu superior.
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Se eu contar, será que vão me "rotular" de fofoqueira, dedo-duro?
E se eu omitir, será que estarei compactuando com a fraude do meu colega?
Se eu contar, será que vou me prejudicar?
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Bom! Agora é com vocês!!!
Se vocês descobrissem que um colega de trabalho está fraudando, vocês contariam ao chefe?
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Por tudo o que eu já passei e por tudo o que eu conheço sobre o mercado de trabalho, onde as pessoas querem devorar umas as outras, eu daria um jeito de fazer meu chefe tomar conhecimento da fraude sem me identificar.
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Obs.: Não é minha intenção denigrir a imagem das escolas de informática e idiomas, inclusive eu sou louca para aprender a falar inglês, estou a procura de uma escola boa e barata, rs. Essas escolas tem um papel muito importante na sociedade. Também não é minha intenção denigrir a imagem dos vendedores de cursos que em sua maioria são excelentes, infelizmente pessoas anti-éticas existem em qualquer lugar e em qualquer profissão, minha crítica é direcionada à elas e não aos profissionais de verdade. Tanto é, que eu estava disposta a me tornar uma vendedora de curso, não fosse esse ocorrido.
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Bom. A lição que eu tirei disso tudo é que, é péssimo agir com ingênuidade (como o rapaz do meu texto) e cair em qualquer conversa. Mas é mais péssimo ainda se aproveitar da ingenuidade dos outros.
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Próximo post: Reality Show.
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Sábado, 11 de Abril de 2009

Essa tal Publicidade (Final)

OOOOOOOOOOOOO
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Subtítulo: Considerações finais.
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Meus queridos, no proximo post eu explico sobre o meu sumiço, e eu já voltei a visitar os blog amigos, aguardem minha visita que eu aparecerei pelo seu blog, rsrsrs.
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Bom. Como o meu texto sobre publicidade ficou mega enorme, eu tive que dividí-lo em duas partes. O post de hoje é a outra parte do texto anterior.
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Se a gente procurar por propagandas preconceituosas na internet, vamos encontrar milhares delas.
Tem propaganda de universidade discriminando os profissionais de trabalhos que não exigem curso superior, tem propaganda (estrangeira) de desodorante discriminando os brasileiros, entre tantas outras.
Cada um vê a propaganda de um jeito, mas o fato é que se alguém identificar algum preconceito na propaganda e conseguir mostrar seu ponto de vista com coerência e inteligência, a empresa que seja mais cautelosa em suas propagandas da próxima vez. Mas ela tem o direito de recorrer, se conseguir se defender com coerência e inteligência, ótimo!
O juíz é quem dará a palavra final.
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E as empresas se defendem. Só que eu estava vendo a justificativa delas (vocês podem pesquisar aqui na net), e a grande maioria das empresas que foram acusadas de racismo, discriminação, sexismo, perseguição religiosa, se defendem dizendo que tudo não passou de uma brincadeira. A maioria delas se justifica dizendo isso.
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E é aí que me vem a pergunta:
- Esse povo trabalha ou fica brincando?
Eu acho que fica brincando né! Pois em vez de fazer um trabalho sério, uma propaganda inteligente, preferem fazer brincadeirinhas com as pessoas.
E depois não adianta reclamar. Se a propaganda é preconceituosa ou não, quem vai decidir isso é o juíz.
O que eu não acho certo é eu querer enfiar o meu pensamento "goela abaixo" nas pessoas.
Por exemplo: Se eu não considero racista determinada expressão, eu não tenho que querer que todo mundo pense igual a mim. Se outras pessoas consideram sim racista essa mesma expressão, tenho que respeitar o ponto de vista delas e não usar certas expressões perto delas, já que elas se sentem ofendidas com isso.
E longe de mim criticar o produto. Eu não estou atacando o produto, têm produtos que são ótimos, são saudáveis e etc. Não estou falando que o produto é ruim, estou falando que a propaganda é ruim. A minha crítica é única e exclusiva às propagandas medíocres. Apesar que bebida alcoólica eu ataco mesmo, mas no restante, eu não estou atacando produto nenhum, meu problema é com as propagandas, rs.
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Sobre a propaganda da modelo gordinha vestida de Marilyn Mouroe, com o slogan "Esqueça, o gosto dos homens nunca vai mudar".
Propaganda ridícula!
Muito se fala a respeito de qualidade de vida hoje em dia, só que a propaganda não vendeu uma ideia de saúde, mas sim, de estética.
Lamentável.
Ainda bem que a própria empresa (a Itambé) admitiu que a propaganda foi desrespeitosa (como vocês puderam ler no post anterior, o comunidaco que a Itambé fez sobre a propaganda). Para os profissionais da propaganda considerarem ela desrespeitosa, é porque a propaganda foi feia mesmo.
Propaganda preconceituosa é errado, elas geram processo. Um monte de empresa já foi, e está sendo processada por causa de propagandas.
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Agora eu gostaria que alguém me respondesse, em que época da vida, em que século, ou em que milênio, a mulher foi tratada como santa?
Parece até que eu estou sendo irônica, mas não é isso não! Eu realmente nunca estudei na escola, nas aulas de historia, sobre uma época em que a mulher era bem vista. Se alguém aqui já estudou na escola sobre a época em que a mulher era tratada como uma santa, eu faço questão que você me corrija. E repito, não estou sendo irônica, eu realmente não conheço essa parte da história, estou falando numa boa.
Eu acho até, que antigamente, as mulheres eram mais mal tratadas ainda, afinal de contas, nós não podíamos dirigir, não tínhamos o direito de votar, de estudar, entre outras discriminações que a gente sofria.
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Eu estou querendo dizer que não importa qual seja o nosso comportamento, a sociedade sempre vai discriminar a mulher. Portanto, se os publicitários fazem propagandas falando mal da gente, a culpa é da maldade deles e não nossa.
Todos os dias a gente vê na televisão, vários bandidos sendo presos.
Muitos desses bandidos são negros.
E é certo eu dizer que negro não presta?
É certo eu fazer uma propaganda ensinuando que negro não presta e depois me justificar dizendo que a culpa é dos próprios negros, afinal de contas vários deles são criminosos?
É certo eu dizer que todo negro é bandido?
Lógico que não.
Mas tem gente que para defender o racismo, utiliza esses exemplos de negros que fazem coisas erradas.
A mesma coisa na propaganda. Se existe mulher interesseira, é completamente errado as agências fazerem propagandas mostrando a ideia de que mulher é maria-gasolina.
E tem gente que utiliza alguns exemplos de mulheres interesseiras, para justiticar seu preconceito em relação as mulheres, igualzinho os racistas que utilizam exemplos de negros mal-feitores para justificar seu racismo.
Ninguém pode generalizar, muito menos a propaganda, afinal elas atingem um número gigantesco de pessoas.
Resumindo tudo, meu pensamento é o seguinte:
- Eu não justifico o preconceito, eu não defendo o preconceito. Enquanto a gente ficar passando a mão na cabeça das pessoas que nos discriminam, elas vão continuar achando que têm razão, que estão certas em falar mal dos outros, em rotular os outros e ditar regras para os outros.
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Tem gente que adora ditar a maneira que as mulheres devem se comportar, e o pior é que ainda existe muitas mulheres que são escravas da opinião dos homens, da opinião dos outros.
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Me desculpem rapazes, mas alguns de vocês (ALGUNS) não têm "papo" para conquistar uma garota e por pura dor de cotovêlo ficam dizendo que se tivessem carro conquistariam qualquer uma.
Se fosse assim muitos homens que não têm carro, morreriam solteiros. Minha irmã tem carro e o noivo dela não. Mas nem por isso eu fico achando que ele está com ela só por causa do carro.
Quantas mulheres mais velhas e RICAS (até mulheres famosas) se relacionam amorosamente com garotos mais jovens e que não têm nem metade do dinheiro que elas têm. Eu poderia muito bem dizer que esses homens são interesseiros, mas eu não faço isso porque eu aprendi que não se deve julgar ninguém.
As pessoas gostam de falar sobre mulheres interesseiras e não gostam de falar sobre homens interesseiros.
Propagandas preconceituosas existem e se quisermos uma sociedade menos preconceituosa, não temos que ficar defendendo e tentando justificar esse tipo de propaganda.
Enquanto o preconceituoso estiver sendo defendido e justificado, ele vai continuar com sua discriminação.
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Nós mulheres já conquistamos muitas coisas, não temos mais paciência para aturar esse tipo de piadinha. Ao longo da historia, lembrem-se de quantas conquistas nós tivemos, conquistamos o direito de votar, de dirigir, de estudar, de trabalhar, até parece que precisamos de um homem para ter um carro. Se a gente quiser um carro, pode ter certeza que vamos conseguir lutando, como sempre fizemos, basta olhar um pouquinho para trás e ver as nossas conquistas.
Por favor homens que querem comprar carro para conquistar a mulherada, melhorem a auto-estima de vocês, a auto-confiança, o carisma, e vocês conquistarão muitas pessoas, não é comprando carro não, viu. Quebre esse paradigma que só existe na tua cabeça
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Proximo Post: Fraude em vendas.
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Domingo, 8 de Março de 2009

Essa tal Publicidade (Parte 1)

jujuju
Subtítulo: Feliz Dia Internacional das Mulheres
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Uma vez, uma professora minha estava conversando com a gente sobre propagandas preconceituosas. Aí ela nos deu exemplos, ela falou sobre um slogan de alguma academia que eu não me lembro qual é essa academia, que dizia, mais ou menos assim: "Você quer ser sereia ou baleia?"
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Ela considerou essa propaganda preconceituosa, e eu também, rs. Ano passado, me parece que a justiça puniu algumas propagandas da campanha política da Marta Suplicy por considerá-las preconceituosas, a campanha agredia o Kassab (atual prefeito de São Paulo). As propagandas preconceituosas existem, isso é fato.
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Mulheres!
Hoje, dia 8 de março, é o nosso dia: Dia internacional da Mulher!
Me respondam uma coisa:
Vocês se interessariam por um homem só por que ele tem carro?
Não, né?
Mas têm homens que gostam de chamar as mulheres de Gasolina / Maria-Gasolina. Vocês já devem ter visto algum homem fazendo esse bobo comentário.
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Paradigma é uma "referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas".
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E para vender carro, teve uma empresa que utilizou esse paradigma, de que mulher só quer homem que tem carro, para vender carro.

Enquanto o padre dirigia o carro, muitas mulheres o olhavam e o cobiçavam. Como se nós mulheres fôssemos capazes de paquerar até um padre, desde que tenha carro.

No final da propaganda o padre agradece um rapaz por ter lhe emprestado o carro dizendo que o carro era ótimo, e em seguida pediu para o rapaz rezar umas cinqüenta Ave Marias.

E o rapaz disse: Mas eu não fiz nada padre.

E o padre respondeu: Mas vai fazer, meu filho. Vai fazer!

Ou seja, com um carro desses vai ter tanta mulher de olho nele, que ele vai até fazer besteira.

É essa a referência que os homens têm de nós?

Mas nós mulheres sabemos que não importa o que o homem tenha, o que nos importa é o que ele é. E do jeito que as coisas estão caminhando, daqui à pouco, a maioria dos compradores de carro serão do sexo feminino, pois estamos nos tornando cada vez mais independentes e trabalhadoras, então já está mais do que na hora de pararem de nos chamar de gasolina, em breve, seremos nós mulheres que teremos que dar carona para os homens e chamá-los de João-Gasolina.

Lembram da série de comerciais do refrigerante Sukita, em que uma jovem sempre dispensava um senhor que vivia paquerando-a?

Uma marca de carro utilizou esses comerciais para vender carros também. O comercial parece engraçado, mas também considerei preconceituoso.

O senhor que sempre era dispensado pela jovem nos comerciais da Sukita, no comercial dessa marca de carro começou a ser paquerado por ela desde que ela viu o carrão dele na garagem. Novamente utilizaram o paradigma de que mulher se interessa por qualquer um, mas desde que tenha carro. Até uma moça muito jovem se interessa por um homem bem mais velho se ele tiver carro.

Agora vejam a propaganda do Iogurte Itambé Fit Light (já é uma propaganda meio antiga):

Clique na imagem para ampliar.

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E olhem o slogan:

"Esqueça: O gosto dos homens nunca vai mudar".

Propaganda preconceituosa, discriminatória e machista, como se nós mulheres quiséssemos ficar magérrimas só para agradar os homens. E como se fosse ridículo uma mulher gordinha vestir uma roupa dessas, a roupa da Marilyn Monroe. Para mim, a modelo ficou muito bonita vestida assim.

Quem gosta desse tipo de propaganda, quem a leva na brincadeira, acha que é só uma piadinha e nada mais, é porque deve ser uma pessoa preconceituosa em relação as mulheres e machista também. Eu considerei preconceituosa sim, e se alguém acha que não, tem todo o direito de achar, mas a própria Itambé considerou essa propaganda preconceituosa, vejam o comunicado da Itambé sobre as propagandas:

"Comunicado Iogurte Itambé Fit Light

A Itambé ficou indignada ao tomar conhecimento da propaganda do Iogurte Itambé Fit Light, cujas peças publicitárias se encontram disponíveis na Internet e foram criadas pela Agência de Publicidade Salles Chemistri para um festival de Propaganda.

As peças publicitárias enviadas pela Agência para o Festival não foram submetidas à aprovação da Itambé e, portanto não expressam os reais valores da Itambé.

Em carta oficial, a Salles assume a responsabilidade pela autoria da campanha. Ressaltamos que a Itambé, ao longo de seus 59 anos de existência, sempre teve por princípio o respeito a todos os seus consumidores."

Fonte: Site Itambé

Existem milhares de propagandas preconceituosas por aí, só que a gente não percebe, elas são muito bem disfarçadas, mas outras são totalmente nítidas, como essa do iogurte. Comercial de cerveja, acho que eu não preciso nem comentar, somos tratadas como objetos nessas propagandas. Engraçado que quando se aproxima o Dia das Mães, as propagandas são maravilhosas, tem uma empresa de perfumes que todos os anos mostra uma propaganda com o fundo musical assim: Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa do amor, por Deus esculturada ...

Quando eles querem vender um produto para o público feminino, aí nos tratam com respeito, mas dependendo de qual seja o produto e o tipo de público, eles acabam com a gente.

Essas foram as homenagens que essa tal publicidade nos fez nesse dia internacional das mulheres, rs. Belo presente!

Meninas, feliz Dia das Mulheres para todas vocês!!!

Proximo Post: Essa tal Publicidade (Final)

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